Governo do Distrito Federal
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31/10/16 às 18h47 - Atualizado em 29/10/18 às 15h55

Comunidades querem mais debates sobre o ZEE e reuso da água

Em Samambaia, lideranças querem aprofundar debates sobre o Zoneamento Ecológico-Econômico do Distrito Federal (ZEE-DF) e defendem a adoção de tecnologias ambientais para enfrentar a escassez de água. Em Sobradinho, produtor pede mais aproximação com os ruralistas na discussão sobre a preservação do meio ambiente

 

Ascom Sema

 

Brasília (31/10/2016) – Representantes das regiões nordeste e sudoeste do Distrito Federal defenderam o uso de tecnologias para o reuso da água e recuperação dos aquíferos em áreas urbanas com o intuito de enfrentar a escassez hídrica e assegurar meios de preservar o Cerrado do DF. Nas duas regiões, os produtores rurais destacaram a necessidade do engajamento de todos nos cuidados com a água e no combate à ocupação irregular da terra e maior participação nos debates do zoneamento.

 

O secretário André Lima, do Meio Ambiente, que participou das duas consultas públicas nos dias 25 e 26, em Sobradinho e Samambaia, apoiou as reivindicações e informou que já há estudos no Governo de Brasília para adequar a legislação e permitir que as novas tecnologias possam ser adotadas pelo cidadão, principalmente em relação ao reaproveitamento da água da chuva. Ele lembrou que o Conselho de Recursos Hídricos (CRH) aprovou recentemente recomenação para que se desenvolvam meios para essa prática no DF.

 

O projeto de Recuperação do Cerrado também foi mencionado pelo secretário. “O ZEE vai indicar as áreas prioritárias para serem feitos investimentos não só na recuperação da vegetação, mas também na criação de emprego e renda”, apontou.

 

Quanto a medidas para recuperação de aquíferos, mesmo em áreas já urbanizadas, onde o solo não é mais permeável para a penetração da água, Lima informou que está em discussão a Lei de Permeabilidade do Solo, que terá de se adequar ao ZEE-DF. “Vamos discutir que tecnologias são aceitáveis para obter esse resultado”.

 

Produtores

O secretário informou ainda que é interesse do governo consolidar a ocupação da terra por produtores rurais que preservam o meio ambiente e, com isso, os chamados serviços ecossistêmicos prestados pela natureza, como a renovação das nascentes e o benefício proporcionado pelas matas ciliares nas propriedades. E mais uma vez mostrou que essa é uma das funções que o ZEE-DF vai cumprir ao permitir clareza na promoção dessas políticas.

 

Quanto à preocupação com a expansão urbana, André Lima reconheceu que há uma cultura no Distrito Federal em relação à ocupação irregular da terra e que precisa ser combatida. O governo vem executando uma forte política de combate à grilagem, salientou.

 

A Coordenação Técnica do ZEE-DF admitiu a possibilidade de realizar novas conversas com os representantes dos produtores rurais. Mais consultas à comunidade deverão atender pedidos dos moradores da Ceilândia, presentes no Sest/Senat, e também no Riacho Fundo.

 

Turismo

A mobilização de uma organização não-governamental foi comemorada pela coordenação do ZEE-DF e pelo secretário André Lima. É o Coletivo Ceilândia, que defende a promoção do turismo naquela cidade.

 

Ao comentar a proposta, a subsecretária de Planejamento Ambiental e Monitoramento (Suplam) da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Maria Sílvia Rossi, destacou que o Distrito Federal não tem uma política de desenvolvimento para o setor produtivo. “Ao discuti-lo, temos que avaliar que tipo de turismo deve ser desenvolvido na região”, salientou. A subsecretária, que coordena a equipe técnica, aproveitou a oportunidade para mostrar como o ZEE-DF poderá apontar área de aproveitamento turístico, principalmente em regiões onde a preservação ambiental é mais relevante.

 

Organização

Participaram das consultas representantes da Universidade de Brasília, de organizações não-governamentais, técnicos das Administrações Regionais, líderes dos produtores rurais e estudantes. O critério da Coordenação Técnica do ZEE-DF para a realização dessas reuniões foi dividir o Distrito Federal em três regiões – a nordeste, a central e a sudoeste.

 

É considerada região sudoeste para esses encontros as cidades de Samambaia, Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras, Vicente Pires, Estrutural/SCIA, Riacho Fundo I e II, Recanto das Emas, Gama, Santa Maria e Brazlândia. Já a nordeste é integrada pelas cidades de Sobradinho I e II, Fercal, Planaltina, Paranoá e Itapoã.

 

Uma outra consulta vai concluir esse ciclo, no Plano Piloto, e serão chamados os representantes do Lago Norte, Lago Sul, Varjão, Jardim Botânico, São Sebastião, Sudoeste/Octogonal, Cruzeiro, Guará/SIA, Candangolândia, Núcleo Bandeirante e Park Way.

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