Governo do Distrito Federal
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7/10/16 às 20h22 - Atualizado em 29/10/18 às 15h55

Encontro aponta mais de 30 ações agroecológicas do DF

Promovido pela Sema e CDS/UnB, encontro contou com a participação de 65 interessados no campo agroecológico. Uma nova oficina será realizada para aprofundar o tema e sua discussão no âmbito do ZEE

 

Ascom Sema

 

Brasília (07/10/2016) – Identificar as ações agroecológicas no Distrito Federal é um dos resultados da oficina realizada na quinta-feira (dia 06) pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e o Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB). Participaram do encontro o secretário André Lima, a subsecretária de Planejamento Ambiental e Monitoramento Maria Sílvia Rossi; o professor do CDS Thomas Ludewigs, além de mais de 60 representantes de movimentos e associações agroecológicas, pesquisadores, estudantes, produtores rurais e gestores públicos.

 

A minuta do projeto de lei do Zoneamento Ecológico-Econômico do Distrito Federal (ZEE-DF) foi apresentado aos participantes e recebeu contribuições na perspectiva da agroecologia. Outras reuniões para detalhar a minuta estão sendo realizadas pela Sema para coletar sugestões.

 

Durante o evento, foram apontadas pelos participantes mais de 30 ações agroecológicas em locais como Pipiripau, Tororó, Área de Proteção Ambiental (APA) do Descoberto, Altiplano Leste, DF-140 e Fercal. A partir desse mapeamento, a Sema vai começar a elaborar a sistematização dos pontos de agroecologia no DF e indicar outros espaços identificados no encontro com potencial para o desenvolvimento do setor. O levantamento inicial será apresentado e discutido na próxima oficina, prevista para o início de novembro.

 

Na opinião de Maria Sílvia Rossi, que apresentou o zoneamento distrital e os elementos centrais do PL, quanto mais a sociedade conseguir se apropriar do ZEE-DF, mais seguro e tranquilo será o seu processo na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Ela reforçou a importância da participação da população no debate e a inserção qualificada da agroecologia no instrumento. “Só há sustentabilidade quando se articula as dimensões ecológica, socioeconômica e político-institucional em busca do bem-estar humano”, afirmou a subsecretária.

 

Em novembro, está prevista uma audiência pública para conhecimento e propostas da sociedade. O ZEE estabelece medidas e diretrizes de proteção e uso sustentável dos recursos naturais, específicas para cada unidade territorial, de forma a garantir a conservação do meio ambiente e a qualidade de vida das presentes e futuras gerações.

 

Para o secretário André Lima, a sociedade do Distrito Federal vive “uma guerra na ocupação do território e no combate à grilagem”. Segundo ele, “é hora de iniciar a mobilização e essa é a finalidade dessa oficina”, enfatizou.

 

Lima anunciou que o projeto de lei deverá chegar até o final desse ano na Câmara Legislativa do DF, onde será discutido durante todo o primeiro semestre de 2017. Para isso, a mobilização é importante para que se tenha “o melhor ZEE possível”, concluiu.

 

Participantes

Além de representantes governamentais, como do Centro de Excelência do Cerrado (Cerratenses) e das administrações regionais dos Lagos Norte e Sul, compareceram ao debate: Instituto Federal de Brasília (IFB) – campus de Planaltina; Rede Terra; Rede Sustentabilidade; Instituto Salvia; Colônia 26 de Setembro; Ecovila Aldeia do Altiplano; Instituto Terrazul; Coletivo 216 Norte; Mutirão Agroflorestal; World Agroforestry Centre (Icraf); Fundação Banco do Brasil (FBB) e GT de Agricultura Urbana do Nossa Brasília.

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